Em busca dos cílios perfeitos, algumas pessoas experimentam técnicas realmente perigosas para seus olhos.
Cuidar da estética e beleza é uma prática que promove a autoestima, porém, alguns recursos, ao invés de proporcionarem um bem-estar, acabam resultando em problemas para o indivíduo. Um exemplo é o alongamento de cílios.
O procedimento realizado na região ocular (muito comum e popular nos dias de hoje), pode trazer o efeito desejado, deixando-os com volume e comprimento maior, sem necessidade do uso de rímel. Entretanto, ele altera a estrutura dos fios e, em alguns casos, traz complicações para a saúde dos olhos.
Mas, afinal, qual a importância dos cílios?
Também conhecido como celha ou pestana, o cílio é cada um dos pelos que está situado nas bordas externas das pálpebras. Cada fio dura de 3 a 5 meses e, quando cai, é substituído naturalmente por outro. Também, é importante dizer que a quantidade, na parte superior, pode variar entre 90 a 160 fios. Já na inferior, é em torno de 80 fios.
Juntos, os cílios formam uma espécie de “franja” que protege o globo ocular. Desse modo, funcionam como uma barreira, ajudando a evitar que poeira e pequenos insetos entrem nos olhos. Outra função é auxiliar na redução da evaporação da lágrima – que é essencial para a lubrificação do olho. Sem eles, haveria mais ressecamento ocular.
Riscos do alongamento de cílios
Atualmente, existem algumas técnicas para realizar o alongamento dos cílios, como a extensão fio a fio e o uso de substâncias para estimular o crescimento dos pelos.
Na primeira, o profissional, com a ajuda de uma pinça e um adesivo, cola os cílios sintéticos nos que o indivíduo já possui, ficando sobrepostos. Isso faz com que os fios fiquem mais pesados e acabem caindo com mais facilidade, perdendo, assim, a proteção ocular e mudando a anatomia dos cílios.
Já na segunda técnica, são usadas algumas substâncias estimulantes, como colírio para glaucoma e hipertensão ocular, que têm como efeito colateral o aumento dos pelos nas pálpebras, gerando o mesmo problema citado anteriormente (queda dos pelos), além de provocar a alteração permanente da cor da íris e da pálpebra inferior. E, em casos de mulheres grávidas, pode ocorrer a malformação do feto, baixo peso ao nascer e até aborto.
O alongamento de cílios pode provocar, ainda, outros problemas para a saúde dos seus olhos.
Na primeira técnica (colagem fio a fio), há a possibilidade de a pessoa ter alguns incômodos, como: olheiras, ardência, coceira e vermelhidão nos olhos. E, como você verá na sequência, também podem ocorrer problemas mais graves.
Blefarite: doença oftalmológica muito comum que se caracteriza pela inflamação da base dos cílios – nas pálpebras -, onde os pelos nascem. Os principais sintomas são: inchaço, coceira, vermelhidão ocular e a descamação da pele, dando aspecto de caspas na região.
Conjuntivite alérgica: é a inflamação da conjuntiva – membrana fina que cobre a parte da frente dos olhos -, que ocorre quando uma substância alérgena entra em contato com a região ocular. Vermelhidão, coceira e aumento das lágrimas estão entre os sinais do problema.
Ceratite: consiste na inflamação da córnea – a camada mais externa do olho. Os sintomas são semelhantes aos das doenças anteriores, porém, neste caso, também há hipersensibilidade à luz.
Baixa visual: é a diminuição da acuidade da visão. Algumas doenças oftalmológicas são enquadradas nessa categoria, tais como catarata, glaucoma e ceratocone.
Mesmo melhorando a autoestima, nem sempre a estética vale o risco. Tome cuidado com a saúde de seus olhos.
Em caso de dúvidas ou do aparecimento de algum sintoma, agende uma consulta com a Clínica Balestro!
Responsável Técnico: Nelson Balestro Jr – CREMERS 22790